Tema

Desde 2016, várias perdas de direitos das pessoas LGBT vêm acontecendo.

Estamos vivendo uma era em que não se pode mais discutir gênero e diversidade nas escolas do ensino fundamental, o que leva ao favorecimento de um ambiente hostil para pessoas LGBT, de diferentes etnias, diferentes denominações religiosas, pessoas que não professam religiões e para as mulheres.

A pseudo reforma da Previdência dificulta a vida de trabalhadores e trabalhadoras, em especial de LGBT e, mais especificamente ainda, de transexuais. Para uma pessoa transexual, conseguir trabalho é muito mais difícil, porque nem toda empresa tem as portas abertas para contratação desse segmento. Sendo assim, travestis e transexuais dificilmente conseguirão se aposentar, pois essa reforma prevê que serão necessários 49 anos de contribuição à Previdência Social antes de se conquistar a aposentadoria.

Outro fator que contribui para as dificuldades de se manter no mercado de trabalho é a reforma trabalhista, que autoriza os setores público e o privado contratarem mão de obra terceirizada. Isso representa perda de direitos trabalhistas, uma vez que trabalhadores serão contratados para cumprir determinadas tarefas. Ao final, serão dispensados, voltando ao desemprego.

Diante destes exemplos de retrocesso, existe a possibilidade de pessoas LGBT perderem direitos individuais, como por exemplo, o direito ao casamento, à adoção por casais homossexuais, direitos de pensão por morte, inclusão em planos de saúde, direito ao nome social etc.

Por essas razões é que a 6ª Parada de Maringá terá como tema NENHUM DIREITO A MENOS! para que mostremos para a sociedade que somos pessoas com direitos como todas as outras! Que somos cidadãs e queremos dignidade e cidadania plena! Não nos sujeitaremos à ditadura sobre nossas vidas e vamos gritar para que todo o mundo possa nos ouvir: Nós existimos! Nós resistimos! Nenhum direito a menos!